O projeto Curitiba 2035 busca a mobilização e engajamento de atores do terceiro setor, da sociedade civil, da comunidade acadêmica, do governo e principalmente do setor empresarial para pensarem juntos o futuro que desejam para a cidade.

Com base nisso, a AsBEA-PR vem estimulando a participação dos arquitetos associados neste   projeto, que é fruto de uma parceria entre a Comunitas, o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep), Instituto Arapyaú, e prefeitura de Curitiba.

Confira a entrevista, exclusiva, com o arquiteto e professor Orlando Ribeiro, ex-presidente da Associação dos Escritórios de Arquitetura do Paraná (AsBEA-PR) sobre o tema e saiba como participar também.

Qual é o objetivo do projeto Curitiba 2035?

OR – O Projeto Curitiba 2035 é uma iniciativa da sociedade (coordenada pela FIEP) para a construção de diretrizes de curto, médio e longo prazos, que nortearão as políticas de desenvolvimento da cidade nos próximos 20 anos. 

A realização do projeto é fruto de uma parceria entre a Comunitas – dentro do seu Programa JUNTOS –  o Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep), Instituto Arapyaú, e prefeitura de Curitiba.

Qual o objetivo do Programa Juntos?

OR – O Programa JUNTOS apoia iniciativas direcionadas, inicialmente, para a busca do equilíbrio fiscal, acreditando que o ajuste das contas públicas resulta na reorganização da administração, tendo como consequência a ampliação dos investimentos em serviços públicos que beneficiem a população, principalmente em áreas de maior demanda, como educação, saúde e melhorias urbanas.

Este programa foi criado como um modelo inovador para aprimorar e qualificar os investimentos corporativos, optando por atuar em parceria com a gestão pública, investindo em projetos que poderiam ser implementados em diversos municípios e estados com impacto duradouro. Fazem parte da rede do Programa Juntos as cidades de São Paulo (SP), Salvador (BA), Campinas (SP), Petrolina (PE), Caruaru (PE), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Paraty (RJ), Pelotas (RS), Santos (SP) e Teresina (PI).

Sob o ponto de vista do arquiteto, quais benefícios em participar desta mobilização?

OR – Nós arquitetos e urbanistas (públicos e/ou privados, acadêmicos e/ou profissionais, práticos e/ou teóricos,) somos os profissionais que a sociedade tem como parceira na proposição de soluções e políticas públicas relacionadas à melhoria da qualidade de vida nas cidades.

O planejamento de ações de curto, médio e longo prazos, que tenha por objetivo esta empreitada, é o instrumento que permite que no futuro venhamos à colher os benefícios de uma cidade equilibrada em seus aspectos econômicos, ambientais, sociais, urbanísticos, de mobilidade e de conectividade.

Quais os principais assuntos que estão sendo trabalhados/tratados?

OR – O leque de assuntos é muito amplo. Por conta disso, foi dividido em 9 comitês Temáticos distintos. São eles: 1) Cidade da Educação e do Conhecimento; 2) Desenvolvimento Socioeconômico; 3) Mobilidade e Transporte; 4) Saúde e Qualidade de Vida; 5) Meio Ambiente e Biodiversidade; 6) Coexistência em uma Cidade Global; 7) Planejamento e Gestão Urbana; 8) Segurança; e 9) Governança.

Onde se pretende chegar com esse projeto?

OR – O Projeto tem como objetivos indicar um caminho para posicionar Curitiba, em um horizonte de 20 anos, no patamar das principais cidades inovadoras do mundo; estimular o exercício de governança compartilhada entre atores públicos e privados de nossa cidade em todas as fazes do planejamento de ações (concepção, detalhamento, implementação, monitoramento, avaliação).

O que é importante destacar para os associados da AsBEA/PR?

OR – Que a cada ciclo de um novo governo executivo municipal (4 anos), o município deve formalizar seu interesse em dar continuidade ao programa. Portanto, a efetiva participação das entidades de classe, em especial as profissionais como a AsBEA/PR, é a única garantia de que este deve ser um projeto de estado e não de governo.

Na sua visão, qual é a importância dele para os cidadãos como um todo?

OR – Para os cidadãos curitibanos, participar ativamente deste processo configura-se em uma grande oportunidade de colaborar, voluntariamente, com o desenvolvimento de sua cidade e de trocar experiência com demais atores em distintas áreas do conhecimento.

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