Em reunião on-line para avaliar a atualização dos Planos Setoriais da cidade, que está em andamento, a equipe técnica do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) considerou que mudanças poderão ser incorporadas ao modelo de planejamento para que o processo não seja interrompido, mesmo em situações extremas como a da pandemia do novo coronavírus.

“A pandemia evidenciou fragilidades em alguns setores, como o risco da dependência de insumos externos e dificuldades impostas por condições de infraestrutura. O planejamento deve ser resiliente para a adaptação a mudanças, superação de obstáculos e resistência a condições adversas”, observa Oscar Schmeiske, coordenador dos Planos Setoriais e do setor Pesquisa e Sistemas de Informação do Instituto.

Por outro lado, segundo Schmeiske, o período de distanciamento social apontou para novas possibilidades. “O próprio ambiente favorável a mudanças, o trabalho em casa (home office), as reuniões virtuais, a opção por compras locais, modais alternativos de transporte e o escalonamento de horários são todas oportunidades, mudanças de rotina que se vislumbram.” observou.

Diagnóstico

Estão em fase de diagnóstico no Ippuc, com a participação de técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Defesa Social e Cohab e demais órgãos do município, seis dos sete Planos Setoriais que fazem parte do Plano Diretor da cidade. Estão em  atualização os planos de Mobilidade e Transporte Integrado, Habitação e Regularização Fundiária, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Ambiental e de Conservação da Biodiversidade, Defesa Social e Defesa Civil. O Plano de Saneamento Básico já foi revisado e aprovado. Os Planos Setoriais tiveram a sua última atualização em 2008.

“Na parte final da etapa de diagnóstico é feito um retrato de cada setor na cidade, uma comparação com cidades semelhantes, uma análise da evolução histórica e outra das diferenças entre as regiões da cidade”, explica o coordenador dos Planos Setoriais.

De acordo com Schmeiske, fazem parte desse diagnóstico subsídios já colhidos em reuniões com a comunidade, em que foram ouvidas as opiniões da população sobre cada assunto. “Com base no diagnóstico e tendo em mente as diretrizes do Plano Diretor, na fase seguinte são definidas as propostas de ação. São essas ações que vão fazer com que as políticas públicas, que atendam os objetivos de desenvolvimento da cidade, sejam colocadas em prática”.

Participaram da videoconferência sobre os planos setoriais, realizada na terça-feira (14/4), além dos coordenadores e técnicos das equipes de elaboração dos planos o assessor da presidência do Ippuc, Ricardo Bindo, e a diretora de Informações do Instituto, Liana Vallicelli, além do arquiteto Miguel Roguski, ex-coordenador geral dos planos, hoje aposentado.

Fonte: PMC

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