Há mais de 30 anos estudando uma das espécies arbóreas mais antigas do planeja, com registro há mais de 100 milhões de anos, o professor da Universidade Federal do Paraná Flávio Zanette, debateu com arquitetos da AsBEA/PR a questão do marco legal que proíbe o corte das araucárias. A palestra, “A nossa araucária”, aconteceu no dia 21 de novembro, no auditório do CAU/PR.

Segundo o especialista, “apesar das araucárias estarem ameaçadas de extinção, a lei que proíbe o corte pode ter eficácia negativa e contribuir para evitar a renovação da espécie”.

“A araucária não é peça de museu. É um ser vivo que precisa se reciclar. Uma família que só tem avô e pai acaba. Precisamos incentivar o seu plantio”, alerta.

O professor defende ajustes na legislação – que, segundo ele, é um entrave à manutenção da espécie, desestimulando o seu plantio – e alertou para a necessidade de um maior conhecimento sobre a araucária, especialmente quem planeja o espaço territorial, como os profissionais da área de arquitetura, urbanismo e paisagismo.

“Trata-se de um elemento que tem muita importância e simbolismo no Paraná, valoriza qualquer cidade, paisagem e projeto arquitetônico”, resssaltou Zanetti.

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