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Concurso de Arquitetura deve elevar potencial turístico de Curitiba | Asbea

 

A cidade de Curitiba está pleiteando junto à Prefeitura Municipal, a instauração de concursos públicos de arquitetura para a realização de projetos em obras no âmbito governamental, tais como escolas, hospitais, museus, dentre outros.
O movimento que reúne arquitetos, urbanistas e entidades do setor, como o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-PR) e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea) tem como inspiração a cidade de Medellín, na Colômbia, que implantou o mecanismo.
Considerado um case sucesso, o município conseguiu elevar seu potencial turístico e cultural significativamente, além de reduzir a corrupção, gerando impacto positivo nos índices macroeconômicos, especialmente relacionados à segurança pública e qualidade de vida.
O arquiteto e urbanista colombiano, Gustavo Restrepo, um dos responsáveis pela transformação da cidade e que trabalha até hoje na defesa do instrumento, ressalta que muitas destas soluções podem ser aplicadas em Curitiba, e que isso envolveria todo um processo de ouvir a comunidade para planejar e desenvolver projetos de transformação em larga escala.
Segundo ele, após obrigatoriedade na realização de concursos públicos de arquitetura, o cenário urbano de Medellín mudou, inclusive com a mitigação de problemas relacionados à criminalidade, que é um dos grandes gargalos de grandes centros urbanos.
“O mecanismo gira em torno de uma melhor percepção da arquitetura no contexto cultural e econômico das obras públicas, porque elas potencializam a diversidade e a melhoria como um todo do espaço comunitário, gerando inovação, atratividade econômica e turística”, explicou Restrepo.
Ele acrescentou que as competições permitiram processos mais abertos, amplos e democráticos. “Ou seja, além de gerar melhorias e visibilidade internacional, ganhamos transparência também”, explica.
Em Curitiba, entretanto, de acordo com os organizadores do movimento, o município não realiza contratação através de concurso público de arquitetura há pelo menos 20 anos.
Isso poderia estar impedindo para que a cidade avance no sentido de tornar-se mais inteligente e inovadora, voltando a ser um exemplo de administração e qualidade nas suas obras públicas.
Para presidente da AsBEA/PR, Keiro Yamawaki, a realização de concursos públicos é uma forma de fazer valer a função social da arquitetura, que é gerar benefícios para a coletividade num diálogo construtivo sobre a cidade.
De acordo com o diretor executivo da Abrasel – Associação de Bares e Restaurantes de Curitiba, Luciano Bartolomeu, embora a cidade esteja entre as mais visitadas do país, há um grande horizonte a ser explorado e tudo o que eleva a qualidade turística da cidade, gera reflexo direto no setor de gastronomia e entretenimento.
“A proposta dos concursos públicos elevaria a qualidade urbanística e traria mais atratividade para a cidade, gerando maior fluxo nos estabelecimentos e comércio como um todo”, afirma.
Entre as metodologias aplicadas, em Medellín, estão a participação social; um amplo diagnóstico da cidade; planejamento de ações sociais; fortalecimento da comunidade e geração de oportunidades econômicas, a partir de visão holística das oportunidades, o que permite entender que o físico é uma ferramenta para transformar as pessoas, que são a parte mais importante de uma cidade, explicou Restrepo.
Um abaixo assinado, exigindo a contratação de projetos através Concurso Público de Arquitetura e Urbanismo em Curitiba foi lançado em dezembro de 2017 e já conta com mais de 1,4 mil assinaturas, para que seja levado à Câmara Legislativa, como forma de pressão da opinião pública demonstrando a relevância do processo.
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